It’s the Super Mario Brothers Super Show!

Hey Paisanos! Bem vindos a mais um textinho da Rosie!

(Primeiro uma observação, as imagens não são pra ilustrar nada, na maioria das vezes, apenas são frames engraçados de Super Show.)

Não é surpresa pra ninguém que eu sou uma grande fã de Mario, talvez seja uma das minhas maiores paixões. Eu amo o universo, adoro os personagens e eu sinto muito conforto com Mario, é de longe a franquia mais confortável que eu conheço e é uma franquia que atira para todos os lados a cada jogo e acaba muitas vezes acertando, tem tudo de Mario e mesmo mantendo uma fórmula simples e uma execução simples, mantém uma qualidade muito sólida como um jogo de plataforma e até hoje continua relevante mesmo que existam 100 jogos mais complexos e bem pensados no gênero. Com Mario eu fiz amigos que vou levar pra minha vida toda, com Mario eu tive meu conforto nos dias mais difíceis, me diverti muito nos meus piores momentos e é uma franquia que eu tenho orgulho de dizer que amo de verdade.

Mas, dentro do submundo imenso que é a franquia, existe algumas coisas chamadas “adaptações”. O Mario adaptado para o cinema não deu muito certo, mas ele também foi levado para as televisões dos anos 90 com três diferentes desenhos. O mais recente é Super Mario World, que foi precedido por Super Mario Bros 3. Os dois são desenhos muito bons e bem fiéis ao universo de algumas boas formas. Mas, hoje estamos aqui pra falar sobre o, sem ofensas, melhor dos 3 e o primeiro de todos. Super Mario Super Show é razoavelmente conhecido por aí, e não é exatamente porque as pessoas assistiam na infância, mas pessoas jovens conhecem esse desenho. Eu conheço esse desenho! Então, por que ele ficou popular? Primeiro, memes, o que sempre deixa tudo popular do nada né. Segundo, um vídeo do Wilson sobre o desenho e, terceiro, a dublagem.

Eu conheci esse desenho por um amigo, não porque eu não sabia da existência antes mas porque eu nunca dei bola. Eu gostava do desenho de Mario 3 quando era pequena e como qualquer um na internet nos anos 2000 eu já assisti Mama Luigi. Eu nunca realmente me importei com esses desenhos porque eu… achava que não eram tão bons, apenas, e que talvez não fossem acrescentar nada em Mario pra mim. Deus do céu como eu era burra. Acontece que, na época que eu comecei a assistir Super Show, eu estava jogando muito Mario 64 com meu amigo Benjamin, que me apresentou Super Show. Acredito que naquela época estávamos em mais uma de nossas runs rotineiras no multiplayer até zerar. Ele é meu melhor amigo, e muita coisa na nossa amizade surgiu por causa de Mario então é uma conexão importante entre nós duas (ele não se importa com pronomes). E, nessa época, a gente ainda mais ligados a Mario, jogando tudo que dava e passando tempo juntas fazendo qualquer coisa Mario related que tinha. Foi aí que, enquanto jogávamos ele trouxe a ideia de assistirmos Super Show. Por quê? Porque ele disse que parecia não ironicamente bom. A ideia de um desenho de Mario BOM ficou na minha cabeça e eu aceitei. Nós assistimos pelo falecido Rabbit, o melhor jeito de assistir algo com alguém de longe, mas que já não está mais entre nós.

Abrimos, e começamos a assistir. E… bem, eu não vou contar dessa forma porque vai ser um saco mas nos primeiros minutos de episódio, uma coisa ficou muito clara: Isso não é como os outros desenhos que eu já assisti. Nós assistimos sem conseguir parar de rir, printando todos os frames mais engraçados e rindo de todas as piadas, todas as falas eram engraçadas, todas as ideias eram estúpidas e interessantes e eu nunca tinha rido tanto com um desenho aleatório. Super Mario Super Show é… bom de verdade!?

Bem, minha opinião mudou com o tempo, porque Mario 3 e World também são bons desenhos, mas a minha opinião sobre o Super Show? É meu desenho favorito agora, e falo sério. Mas, chega de enrolação, esse vai ser o tal do texto curtinho que a gente de vez em quando tem porque embora eu ame esse desenho falar sobre todo aspecto dele faria essa review cansativa porque não existem tantos bons sinônimos de “incrível”.

Primeiramente, o desenho traz consigo uma enorme bagagem de personalidade e criatividade, nos faz rir e se divertir com as situações mais bizarras e absurdas. Nenhum outro desenho vai fazer o Mario invadir a casa do Elvis e receber dos sapatos dele a informação de que ele foi sequestrado pelo mais novo Rei do Rock, o Koopa. Literalmente, cada episódio parece um shitpost diferente, e traz consigo um humor intencional maravilhoso e, então um não intencional melhor ainda. A sua época nos dá algumas coisas que só um desenho dos anos 90 poderia, e as pessoas que fizeram ele, não importa quem sejam, foram enviadas de Deus pra estar na produção do desenho. Você provavelmente já ouviu o Toad falar “tu não é ave maria mas tá cheia de graça”, ou “se Deus quiser agora ela cala a boca”, mas ele também fala “filha da mãe” e “ô seu animal”, e ele nem sequer é o melhor e mais engraçado personagem. Só nesse desenho você vai ter a cena que o Toad joga uma bomba em uma parede, e o Luigi tirou a dele e, animado (meio cute) mostra pro Mario como ele conseguiu tirar a bomba. Mas ele não notou a bomba do Toad perto dele, então acontece uma explosão gigantesca e então, fumaça. Quando a fumaça se dispersa, temos a seguinte cena:

top 8 tragic anime death scenes
Selling some seashells

Super Show é um desenho surreal com o melhor cast de personagens e a personalidade mais marcante, a animação é característica, as cenas de live action fazem o desenho ser lembrado, cada episódio tem duas aberturas muito divertidas, e um bom set de ideias originais que são usadas em todo episódio, como o Diário do Bombeiro no início deles onde um narrador ambienta o que os protagonistas estão fazendo agora. É nesse desenho que temos o Mario dançando, é nesse desenho que temos o “Hey Paisanos!” e é desse desenho que a maioria dos prints engraçados saem. Mas, embora tenha uma personalidade própria muito boa, algo que ele tem antecipadamente é muita fidelidade com a franquia toda.

Não, não acontece nos jogos do Mario invadir a casa do Elvis, mas eu vou explicar. Esse desenho saiu inspirado em dois jogos, o primeiro e o segundo Super Mario Bros. Nessa época não se tinha tanto conteúdo de Mario pra usar então eles usavam o que tinham. De alguma forma, eles trouxeram as personalidades perfeitas de alguns dos personagens e até hoje elas continuam sendo muito parecidas (principalmente o Luigi), e algumas próprias interpretações de algumas coisas como o Mouser ou a personalidade da Peach, que na época, nem sequer tinha um nome. Mas, uma coisa que Mario sempre foi em essência é bizarro. O primeiro jogo, por si só, se você pensar por alguns minutos, é a merda mais viajada do mundo. Desde o design do Mario, até todos os inimigos, até o próprio reino dos cogumelos, os power ups, todas as ideias do universo jogam pra todo lado, embora atualmente como essas coisas já são características, se tornaram normais mas na época que Mario saiu, ele não era um jogo exatamente muito normal. É aí que entra Super Show. Os cenários de Super Show são aleatórios e estranhos, meio bizarros por vezes, os episódios tem plotlines muito escrachadas e engraçadas, e o universo do desenho tenta adaptar praticamente tudo com o Mario, desde rap, até Godzilla, até o Cavalo de Tróia, até Sherlock Holmes e Robin Hood. Mas… isso é tão diferente da franquia? Em um ponto da história, um olho gigante se tornou um inimigo de Mario, paredes ambulantes com rostos desfigurados são nossos oponentes, o Mario sempre usou cogumelos pra crescer (de tudo que ele poderia usar, eles escolheram cogumelos). Agora, com Mario Odyssey, o Mario explora vários lugares baseados em regiões do mundo real, assim como Super Show e não só Odyssey como alguns jogos como Mario Party 2 trazem por exemplos, roupas diferentes, aleatórias e engraçadas pro Mario, mudando o design dele como Super Show fazia. As fases de Mario 64 tem um design estranho e meio dreamlike que não é muito diferente dos cenários de Super Show. E, por deus, nós estamos falando da franquia que tem Super Mario Strikers na sua linha de jogos. Já ficou muito claro em Mario que, qualquer ideia é válida pra Mario, seja de personagens, lugares, inimigos, itens, ou jogos inteiros, tudo pode caber nessa franquia e o que não der dá um jeito de caber. Super Show é, desde o início, a completa essência desse pensamento abrangente que Mario tem e sempre mostrou isso, é um desenho muito criativo porque a franquia que ele usa como referência até hoje continua abrindo muitas portas pra essa criatividade.

Mas, nem de perto é um desenho perfeito, e honestamente, não precisa ser. A animação é bem ruim, as cenas de ação são iguais a qualquer outro desenho e bem previsíveis, e a escrita da história não é das melhores, é bem simples e funcional apenas. Nós temos bons diálogos, mas não espere um livro, os personagens são muito bons, mas todos são (e devem ser) superficiais, a história não tem complexidade nenhuma e é um desenho que cai muito em vários clichês de desenhos em geral. Mas, de verdade, nada disso importa.

Sim, o Mario abriu o mar vermelho

Super Mario Bros. Super Show é um desenho divertido, confortável e não só me trouxe boas risadas como me deixou mais próximo de alguém muito especial pra mim. Super Show se destaca entre os outros desenhos por ser uma experiência realmente nova, afinal, mesmo que todo desenho tenha um episódio com uma certa temática, em Super Show ela sempre vai ser original, interessante, e a dublagem vai entregar a qualidade que merece. E, que dublagem pessoal. Eu tenho quase certeza que os dubladores tinham muita liberdade criativa porque não tem como alguém ter só tido as ideias de diálogo que esse desenho tem, eu adoro as vozes originais mas não tem comparação, a dublagem brasileira traz cada pérola e melhora cada piada que meu deus. É SÓ nessa dublagem que você vai ouvir um fogo falar pra outro “Gostooosa”, ou ver tanto amor e carinho em cada fala, mesmo que nem tudo seja perfeito cada episódio a dublagem traz uma experiência muito gratificante e melhora toda fala que pode. É daí que vem os memes do Toad, as piadas do Mario, os xingamentos ruins do Bowser, e assistindo o desenho, até as partes ruins da dublagem entram na experiência, e isso eu vou dizer pro desenho todo. Esse desenho tem muitas falhas, se você assistir não tem como não notar. Mas diferente de outras coisas, as falhas não fazem o desenho pior, na verdade trazem um sentimento especial e único, não por ser ruim, mas por ser diferente, as coisas se tornam divertidas mesmo que em outras obras seriam consideradas ruins. É um desenho difícil de não se divertir vendo, mesmo com todas as falhas que tem e eu recomendaria pra qualquer pessoa.

Eu
Benjamin

E, óbvio, é meu desenho favorito porque eu tive uma experiência maravilhosa ao lado do meu amigo Benjamin. Ele esteve comigo em todos os meus momentos mais difíceis e nunca saiu do meu lado, é alguém que eu sempre posso confiar pra tudo e que sempre vai tirar boas risadas de mim. Eu gosto de estar perto dele e tivemos nossos melhores momentos juntos assistindo esse desenho. Não importa o que objetivamente uma review como essa pode trazer de informação sobre o desenho, o que importa é que em tudo, Super Show é uma experiência única e memorável que marca a vida de todo mundo. É um desenho divertido, com personagens legais, humor pra todas as idades e que tem os melhores momentos shitposts da televisão (fora Miraculous Ladybug). Eu tenho muito amor por um desenho que me trouxe tanta felicidade, Super Show é um desenho querido que eu vou sempre defender, e eu queria trazer um pouquinho desse amor nesse textinho. Mas esse foi meu texto sobre Super Show, e eu acho que não tenho muito mais pra dizer. Eu amo vocês, amo o Benjamin, amo o Mario e amo a cena que o Mario diz “vou comer esse colchão”. Esse desenho é mais rápido que um tamanco voador e mais poderoso que um triturador elétrico, e é o desenho mais divertido que eu já assisti.

Um agradecimento especial para o Nintendo Fan e o MaxwelThuThu por disponibilizarem os episódios no YouTube. E agradeço o Benjamin também por me aguentar e assistir todos esses episódios comigo tantas vezes. Se Deus quiser, agora a Rosie cala a boca.

DO THE MARIO

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