Smash, feito por fãs! – Smash Remix e SSF2

É primeiro de abril! Pra aproveitar essa data, eu resolvi, ao invés de fazer alguma brincadeira, um texto recomendando dois jogos de Smash não oficiais, o que significa um fangame e um mod. Acho que é algo legal já que eles são jogos incríveis mas não fazem parte da franquia, e também porque esses dois em específico merecem muita atenção que não tem. Vamos fazer isso rápido (ou ter mais 9 páginas)!

Smash Remix

Smash 64, embora fosse o primeiro, é um jogo na verdade muito profundo. Possui muitas mecânicas, e às vezes falta delas, que criam um gameplay muito único na franquia e também comparado com qualquer outro platform fighter. É conhecido pela velocidade e estado de vantagem absurdos, graças a ambos Z Cancel e o hitstun maior desse jogo comparado com os outros da franquia. Como é um jogo que se destaca por motivos próprios em uma franquia com 5 jogos, as pessoas ainda jogam ele, por trazer uma experiência que só ele pode trazer. Por conta disso, assim como qualquer outro Smash, alguém decidiu fazer um mod pra estender a experiência desse jogo e abrir novos caminhos pra quem já joga ele, e pra quem não joga, se divertirem com muito conteúdo novo. Mas um problema quando se faz um mod pra um jogo é manter a mesma qualidade do original, que não é nada fácil já que não foi você que criou o jogo. Esse é o diferencial de Remix.

Remix é um mod que fielmente reproduz o sentimento e gameplay de Smash 64 em mais de 10 personagens novos enquanto multiplica a seleção de fases por 10, também adiciona novos modos casuais, que mantém o espírito da franquia, e tem atualizações incríveis com bastante frequência, com o tipo de patch que um jogo atual receberia, com conteúdo novo, buffs e nerfs.

Uma coisa que faz esse mod especial é o carinho e detalhe. Não só houve muito trabalho na programação e na criação dos movesets dos personagens, como tiveram especial atenção aos detalhes fazendo os modelos deles e, especialmente, as animações, que trazem o estilo de animação característico que o jogo original possuía, que tinha uma estética mais de desenho animado com membros ficando maiores, esticando e se contraindo. Quando o Sonic usa o Fair, o pé dele fica maior, e quando o Wario cai de barriga no chão o corpo dele todo se esparrama por ele e fica fininho, pra depois voltar ao normal. Só que a atenção a detalhe não é só na parte do gameplay, porque embora não precisassem, eles conseguiram trazer a mesma ideia do jogo original na criação das imagens dos personagens na seleção de personagens, fazendo todos parecerem como se estivessem no jogo desde o original, e mais ainda eles conseguiram reproduzir a mesma artstyle do jogo na criação de uma arte com todos os personagens, feita inspirada em uma igual do jogo original. As imagens das fases também seguem a mesma ideia do original.

Mas além das coisas importantes, o mod adiciona uma gama de novos modos e configurações que fazem sua experiência mais divertida e dão mais conteúdo casual para qualquer pessoa se divertir. Além de fases como Smashketball (que por si só é como um modo casual do jogo), o jogo tem um modo em que cada um tem 12 personagens pra escolher e toda vez que você perde um perde ele pra sempre, é meio que um modo de guerra que você tem o mesmo número de vidas que todos esses personagens tem combinados, e quando você perde não recupera vidas. Também tem uma versão com os personagens novos no Classic Mode, o All-Star mode do Melee, dois Multi-Man modes e até Home-Run contest. E, como no jogo original, temos Target Smash e Board the Platforms nos modos de jogo, mas aqui até os personagens novos tem seus próprios circuitos.

As configurações novas do jogo deixam você fazer coisas como pular a tela de resultados, adicionar um flashzinho no Z Cancel, mostrar FPS, trazer um meter de combos melhor e até segurar o start pra pausar, ao invés de ser instantâneo. E você pode configurar todas as músicas do jogo, porque tem muuuuitas músicas novas, e o nome delas aparece bonitinho quando você começa uma partida então você sabe o que tá tocando. Tem até música (e fase) de MvC 2, que se você já escutou alguma das músicas sabe como é bom. Também dá pra configurar coisas como a cor do seu escudo, o tamanho do seu personagem, delay, knockback e até ligar uma opção que você puxa um item quando faz um taunt. A única coisa que realmente falta nas configurações do jogo é uma configuração de controles, pra que pelo menos dê pra tirar o tap jump do jogo que incomoda, admito.

E, óbvio, você pode configurar o Random das fases, e escolher quais fases você vai deixar ou não. E, falando nas fases, a seleção desse jogo é bem variada. Além de nos deixar jogar com as algumas fases do jogo original que não eram selecionáveis (Meta Crystal, Battlefield), eles trazem versões diferentes das fases já existentes como uma Yoshi Island menor e versões Omega e Dream Land das fases do jogo. Só que não é essa a parte legal, porque esse jogo tem muito mais fase nova do que essas coisas que eu falei, e muitas delas podem ser ou são viáveis no cenário competitivo, com layouts inteligentes mas simples, enquanto trazem muitas fases casuais também. Tem fase de Banjo, Mario 64, F-Zero, Wario Land, Marvel vs Capcom(???), fases betas do jogo, muitas fases de Ultimate como Mementos, Smashville, PS2, uma própria versão de Delfino Plaza, Temple, Venom, fases novas de Zelda, Metroid, Conker’s Bad Fur Day, MISCHIEF MAKERS, Mario RPG (e Paper Mario), Fire Emblem e, recentemente Sonic. Tem Metallic Madness nesse jogo! Os reais homies sabem porque isso é tão legal. Você também pode configurar os hazards e movimento de plataformas do jogo separadamente, mantendo o que você gostar mais.

Pra terminar, vamos finalmente mencionar os personagens novos! São esses:

– Dr. Mario: Um clone do Mario, obviamente com alguns moves novos.
– Young Link: Um clone do Link, que é muito mais forte do que ele.
– Dark Samus: Clone da Samus.

– Wario: Um personagem totalmente novo! Esse Wario embora tenha muito de Smash, é baseado principalmente em Wario Land e é minha versão favorita do Wario.
– Lucas: É o Lucas de Ultimate, o que significa que ele não é um clone do Ness. Infelizmente ele é um personagem bem fraco, mas é divertido.

– Bowser: A maior parte do moveset vem de Melee, com algumas ideias originais e poucas coisas do Ultimate. É um personagem muito legal.
– Wolf: Eu quase chorei quando ele apareceu, o moveset dele é igual o de Ultimate com algumas propriedades diferentes (como um projétil que funciona completamente diferente, mas ainda é um laser).
– Conker: O primeiro personagem 100% original, com nenhum moveset já existente pra se inspirar e esse é realmente um dos personagens mais legais do jogo e eu me peguei jogando com ele demais pra alguém que não gosta muito do jogo dele.

– Mewtwo: Em grande maioria, é o Mewtwo do Melee, mas colocar o Mewtwo do Melee em Smash 64 cria um personagem totalmente diferente, principalmente pelo double jump dele que permite ele fazer muitas coisas absurdas como o Yoshi podia fazer no jogo original.
– Marth: Meu amorzinho. Ele também é inspirado em Melee, e os moves tem funções parecidas, mas é novo no 64 um swordsman completo, já que o Link tem hitboxes ruins com a espada e usa mais itens.
– Falco: Um clone do Fox, diferente do Wolf tem poucos moves muito diferentes mas ainda é um personagem único.

– Ganondorf: Provavelmente uma das poucas versões do Ganondorf que são boas de verdade, aqui ele é um personagem incrível e muito divertido, eu não diria que é tão bom quanto o Falcon, do qual ele é um clone, mas ele é com certeza bem impressionante pro personagem que é.
– Sonic: Esse foi o último lançado, e é uma versão bem original do Sonic embora tenha muitas ideias de PM, como o fair e up tilt. Eu diria que esse personagem especialmente parece que realmente faz parte de Smash 64, com um dos movesets que mais parecem do jogo original.

Além desses personagens, todos os personagens tem versões diferentes que normalmente não são voltadas para o lado competitivo. Os personagens originais tem suas versões de outras regiões do mundo e versões Polygon. O Mario e Donkey Kong possuem versões deles do classic mode, que são o Metal Mario e Donkey Kong gigante. O Luigi tem um personagem completamente novo nele, o Mad Piano, de Mario 64. Eu não sei se esse personagem é viável competitivamente, e talvez eu deveria ter mencionado ele no parágrafo anterior, mas ele é um personagem completo, muito bem feito e diferente. Bowser também vem com sua versão Giga, que é honestamente muito divertida de brincar com, e o Sonic tem a sua transformação. Eu e o Benjamin costumamos fazer doubles de Super Sonic contra Giga Bowser e é uma das partes mais divertidas de jogar esse jogo. Os personagens também receberam cores novas, e não tem um limite pra quantas cores os personagens podem ter.

Isso é tudo sobre Remix, é um mod maravilhoso. Eu poderia fazer um texto só pra falar dele, mas eu quero recomendar um dos meus favoritos que é bem pouco falado.

Super Smash Flash 2 Beta

Esse é o meu fangame favorito, tipo, de todos. SSF2 é o resultado de muito carinho, esforço, conhecimento e aprendizado pelos anos, que levou a criação de um dos melhores, e ainda assim, mais simples platform fighters já feitos. Mas, começando do início, esse jogo tem o número “2” no nome, significa que é uma continuação. O primeiro jogo é bem antigo, foi feito por um cara só que era bem inexperiente e… saiu muito ruim. Mas, na época, ele já era bem impressionante. Primeiramente era um jogo completamente feito em Flash, significa que rodava em navegadores, e embora fosse limitado, tinha conteúdo até demais e marcou a vida de muitas crianças nos seus computadores, especialmente a minha, que zerou esse jogo 100% duas vezes. Mas a verdade é que esse jogo não traz nada de diversão, exceto por talvez um pouco de platforming no Adventure Mode. Os personagens tem tipo 4 ataques, nenhuma hitbox funciona (de fato, não funcionam, elas não acertam onde deveriam e acertam onde você menos espera, literlamente fora do alcance do personagem) e o knockback do jogo é um 8 ou 80, muito quebrado de fraco ou muito quebrado de forte. Além de esse jogo ter realmente a cara de um jogo de Flash, o que, embora tenha muita personalidade, é o único fangame de Smash que uma oc de Sonic vai lutar contra o Sr. Incrível e o Inuyasha. Mas, esse jogo é fruto de um passado, uma época diferente. Não muito tempo depois dele, começou a ser feita uma continuação.

Super Smash Flash 2, desde a primeira versão é um salto gigantesco do primeiro jogo, mas ainda não era um jogo bom. Agora, os personagens tinham movesets de verdade, mas o jogo tinha muitos problemas e era completamente incompleto. Eu entraria em mais detalhes sobre a primeira versão, mas esse jogo foi desenvolvido pelo tempo e teve muitas versões até chegar onde chegou, onde a cada versão os personagens eram mudados, novos eram adicionados, mais fases e modos eram criados (mas modos era mais raro) e o jogo cada vez chegava mais perto de realmente parecer Smash, mas sempre faltava alguma coisa. A física do jogo, a movimentação, a estética, por vezes os personagens e as fases ainda não eram perfeitas, e não precisavam ser, de fato. Qualquer versão de SSF2 já é impressionante por ser feita em Flash, mas ainda não era exatamente um jogo bom, e não trazia nada que Smash não podia trazer… exceto Sora (na época) e o Goku. Eu conheci esse jogo na versão 0.8, que, fora a atual, é a minha favorita. Nessa versão a movimentação já era muito melhor, e os movesets tinham amadurecido bastante, de forma que agora o jogo já podia ser considerado bom, embora não melhor que Smash, era algo bom pra se divertir. A versão 0.9 deixou o jogo com a cara de um jogo mais moderno e bonito, e trouxe pela primeira vez a artstyle maravilhosa dos sprites da McLeod que são muito impressionantes e, na época, deram uma cara muito boa pro jogo. Foi nessa época que ele desenvolveu um cenário competitivo estável, e o jogo começou a ser mais conhecido, mas ele ainda era meio incompleto, o que até fazia sentido pelo nome “0.9”, ainda não era isso que eles queriam com um jogo completo, mas agora tava quase lá. Ainda tinha pouquíssimos modos, o jogo ainda era muito bugado e honestamente até meio pesado, e o online era tão ruim ou pior do que os Smashes oficiais (o que não mudou tanto assim). E é aí que Beta entra.

queria ter achado imagem melhor da 0.9

Beta foi provavelmente um dos anúncios que eu mais tive hype em toda a minha vida, e talvez uma das primeiras vezes que eu ia acompanhar algo no lançamento. Beta foi uma revolução em SSF2 até agora. É claro, ele trazia muitos personagens do jogo visualmente refeitos pra ficarem extremamente bonitos, e também trazia muitos personagens e fases com ele, mas não era isso que importava. Beta foi a tentativa, e sucesso de SSF2 em parar de ser uma cópia de Smash, e se tornar seu próprio jogo. Mesmo que rodasse em Flash, quando Beta saiu todos nós corremos pra baixar ele, e rodar como um programa normal nos nossos PCs. Ele veio com modos novos, muitas configurações gráficas e era visualmente maravilhoso. Ele não só controlava como um jogo novo, mas tinha a aparência de um e o esforço que ele precisava pra não ter mais a identidade de uma cópia, e se tornar um platform fighter reconhecido. É claro, reconhecido ele não foi tanto, mas se você jogar ele por um pouco de tempo dá pra perceber que esse jogo é muito diferente de fangames comuns, porque ao invés de imitar um jogo, SSF2 tinha a qualidade de um jogo de console com sua personalidade própria. Tinha suas próprias músicas, próprias artes, fases só dele, e, não era o primeiro, mas veio com uma abertura, que embora fosse em música a abertura de Brawl, evocou completamente o sentimento de uma nova era pra SSF2.

Mas, é claro, isso é só uma história. Essa é, na verdade, a minha história com a “franquia”, são coisas que eu já sei e como SSF2 me impactou, mas as versões de outras pessoas podem ser diferentes. Eu apenas queria deixar claro que esse jogo é muito importante pra mim e eu conheço ele há muito tempo, eu estou muito orgulhosa do que ele é hoje porque sei o que ele passou pra chegar até aqui. A McLeod é um estúdio indie de verdade, que lançam seus próprios jogos enquanto trazem muito esforço pra um jogo que eles nos deram de graça e que, para muitos, é o único contato que eles podem ter com Smash por falta de dinheiro. O que, na verdade, não é tão ruim, porque SSF2 em minha opinião é tão bom quanto Ultimate.

Depois dessa historinha, vamos ao que interessa, o que é esse jogo? O que faz ele ser diferente? Bem, de maneira superficial é fácil dizer que ele tem personagens próprios, como Lloyd, Isaac, Rayman, Black Mage, Bomberman, e movesets completamente diferentes pra personagens como o Sora, Simon e Mega Man, que estão em Smash. Ele também tem novas fases, modos e itens, mas não é isso que importa. Em Smash Remix eu podia facilmente falar apenas do conteúdo, porque o jogo tem o mesmo gameplay de Smash 64, então se você conhece o jogo você sabe como o gameplay desse funciona. Mas SSF2 é um jogo novo, feito do zero, então é bom falarmos sobre o que ele é, e o design dele.

Esse jogo é fortemente inspirado em Melee e Project M (Project+ agora). Isso significa que ele preza muito por velocidade, muita velocidade. A diferença dele pra Melee é que ele é mais fácil e tem menos mecânicas avançadas, porque o que ele tem já é livre e bem feito pra ser bom o suficiente. A movimentação é divertida e os moves são muito rápidos, e o que faz esse jogo ser especial é conseguir trazer um neutro muito parecido com Melee sem precisar das mecânicas avançadas. Os personagens são muito únicos não por terem mecânicas especiais, mas pelo seu moveset trazer gameplays completamente diferentes pra cada um, e cada um deles interage do seu próprio jeito com os sistemas simples mas bem feitos do jogo. O sentimento de velocidade dele é criado naturalmente por tudo que você faz no jogo, e não por ter um dash rápido ou os moves não terem lag. Mas porque todas as partes do gameplay dele são dinâmicas e livres, dando um sentimento de movimentação e controle constantes que trazem muita satisfação ao jogador.

SSF2 também tem algumas coisas a mais pra facilitar o jogo e pra deixar ele mais dinâmico que Ultimate fez, exceto que SSF2 veio bem antes. Você pode, por exemplo, cancelar seu dash em muitas coisas (vários tipos de pivots, crouch, pulando, defendendo), e o buffer do jogo é muito bom e faz ele mais acessível pra qualquer pessoa. Na verdade, essa ideia de facilitar as coisas é justamente porque SSF2 inicialmente era jogado por crianças, então eu imagino que eles não quiseram complicar o jogo mesmo atualmente pra ainda ser um jogo que qualquer um pode jogar. Mas, fácil não é pior, nem de perto. Nenhum fighting é fácil. Esse jogo é apenas fácil de aprender, os controles e movimentação são simples e completos, e não tem muitas techs avançadas no jogo. Mas, mesmo assim, quando você joga contra outras pessoas, todo fighting é extremamente difícil, pela possibilidade de expressão em playstyles diferentes de diferentes jogadores, em interações profundas e inteligentes entre seres humanos que pensam diferente, e isso por si só criaria algo emocionante. Mas, não é só isso que faz um bom fighting, e é por isso que SSF2 é incrível, porque os controles simples te dão muito controle imediato sobre seu personagem e te dão mais espaço pra focar em melhorar seu neutro, seus combos e aprender as coisas específicas do seu personagem, ao invés de primeiramente aprender coisas básicas como se mexer, que em Melee é muito mais do que apertar pra um lado ou outro. Mas, é claro, Melee, com todas as suas dificuldades, é um jogo muito melhor por ser muito mais profundo e, quando você aprende ele, ser o Smash mais divertido de todos pelo tanto de controle que ele dá pro jogador poder se expressar, é uma liberdade que não tem fim, e SSF2 não consegue replicar isso perfeitamente. Mas, honestamente, eu diria que ele chega mais perto disso que Ultimate, que é um dos meus jogos favoritos.

Mas não só por isso esse jogo não tem habilidades mais complexas, por exemplo, existem muitas maneiras de cancelar um dash pra fazer a movimentação mais profunda. Muitas maneiras de cancelar seus dashes são usados pra micro-spacing, se posicionando melhor e de maneira mais otimizada a cada momento da luta. Eu entraria em mais detalhes sobre os cancels com pivots, como Hard-stop Pivot ou Pivot drop, mas eu não sei fazer e não entendo tanto como funcionam. Esses cancels também permitem approaches diferentes e manobras defensivas e ofensivas diversas. Você também pode cancelar seus jabs em crouches, virar pra trás rapidamente e no seu escudo pra usar ações diferentes ao invés dos últimos hits do jab, normalmente se usa um grab. Muitos personagens também podem sair deslizando pela fase, quase como um wavedash (alguns é realmente um wavedash, feito de outras formas).

Esse design de velocidade e simplicidade fazem de SSF2 um jogo que você pode jogar por muito e muito tempo, o que também é verdade sobre os outros Smashes, mas o gameplay de SSF2 é especialmente satisfatório em cada luta, e os diferentes personagens podem trazer esse sentimento ainda mais, porque não é só de mecânicas gerais que viverá o homem. Eu honestamente acho 90% do cast desse jogo divertido e por muito tempo eu joguei de random porque os personagens são legais demais pra jogar só com 2 ou 3, mas se você focar em um só, tem muito a absorver e aprofundar em cada personagem e como eles interagem com as mecânicas cuidadosamente preparadas de SSF2. Eu posso citar todos os personagens novos e únicos de SSF2, mas a verdade é que ele possui uma versão própria pra todos os personagens, mesmo que tenham o mesmo moveset de Smash, então todos eles são únicos e são motivos o suficiente pra testar o jogo. Mas, ainda assim, eu vou falar sobre o conteúdo único desse jogo.

Esses são os personagens novos, seja por não estarem em Smash ou por terem movesets diferentes da versão de Smash.

– Waluigi: Um dos personagens mais recentes, um cara nada ortodoxo que funciona bem diferente dos outros personagens do jogo, enquanto é um dos melhores.
– Bandana Dee: Uma das minhas adições favoritas, Bandana Dee é fofinho, interessante e infelizmente mid tier, mas tem alguns dos ataques mais legais do jogo.
– Krystal: Não tenho tanta experiência com a Krystal, mas ela não é nada parecida com Fox e Falco.

– Isaac: Provavelmente o melhor personagem do jogo, o moveset dele é extremamente único e realmente no nível dos movesets do Sakurai. Pelo que me falaram, ele representa bem Golden Sun.
– Chibi Robo: Embora uma escolha inusitada, é um personagem muito bem feito que pode não ter um dos movesets mais únicos, ainda possui um playstyle interessante e alguns moves muito bons que se destacam entre os outros personagens.

– Tails: Ele costumava ser o melhor personagem do jogo e hoje é provavelmente o pior. Ele merecia muito mais, mas ao menos o moveset dele é interessante e ele funciona como o Tails ele só é… terrível.
– Mega Man: Embora essa versão do Megaman, comparada com as versões anteriores, seja mais parecida com Smash, ainda não tem nada a ver. Os normals são todos diferentes, os specials são diferentes e ele embora seja um bom zoner, ele não é tanto quanto o de Ultimate.
– Lloyd: Recentemente eu não paro de usar ele. Ele é um personagem parecido com swordsmans como o Roy ou Chrom, mas eu acho muito mais divertido. Eu só joguei de verdade o Phantasia, mas esse cara tem tanto, tanto, tanto move do jogo dele que eu acredito que ele represente o jogo muito bem, e, óbvio, eu reconheço vários deles do Phantasia.

– Simon: Embora eu prefira a versão de Smash, esse Simon é mais inspirado, realmente, no Simon, tendo habilidades que o Simon teria e não as coisas do Richter. Ele é mais lento, pesado, mas mais forte, representando bem como ele é nos Classicvanias e o design dele é baseado no Chronicles, que é o Simon mais bonito.
– Bomberman: Controla parecido com o Mario, mas a mecânica das bombas cria um personagem completamente diferente de qualquer outro porque ele tem a possibilidade de largar umas 10 hitboxes espalhadas ela fase de muitas maneiras diferentes.
– Black Mage: O próprio, faz parte do top 5 personagens mais legais do jogo e ele é bem impressionante por ser um personagem antigo, que desde que lançou tinha esse mesmo moveset e já era fantástico. Que cara bom.

– Sora: Dessa vez, ele é completamente inspirado no KH2, e traz assim como Smash combos aéreos bons, mas sem precisar de uma mecânica especial, os aerials dele simplesmente se conectam muito bem. Atualmente é meu main, em maior parte por ter um fair maravilhoso.
– Rayman: Talvez o personagem mais único do jogo, mas alguns podem discordar. Embora eu não jogue tanto com ele, me divirto bastante sempre que uso e gosto de verdade de como ele funciona. Ele também tem um recovery muito original e inesperado.

– Goku: Sim, Goku. Tem 4 personagens de anime nesse jogo, o que por vezes faz SSF2 não ser levado muito a sério. Goku é um personagem não muito forte mas extremamente profundo com muitas técnicas avançadas, e ele também tem o float da Peach que por si só já faz ele um personagem difícil.
– Luffy: Eu jogo de Luffy bastante, mas não tenho tanto pra falar sobre. Ele tem bastante range, mas não é nada Min Min não. É divertido.
– Naruto: Embora tenha muita coisa pra fazer high level, é um dos personagens mais fáceis de começar a jogar, por ser bem fácil de entender e ser bem versátil. Eu gosto muito de como ele funciona.

– Ichigo: Um monstro, esse cara é tudo que tem de pior no mundo. Na verdade eu adoro o moveset dele mas ele é forte até demais. Atualmente ele não é o top 1 do jogo e eu não lembro se já foi, mas ele pra mim tem os aerials mais insanos do jogo, com uma versão super buffada do Dair da Pyra, que já é um dos melhores down airs de Ultimate.
– Sandbag: Nosso último personagem. Ele é meio que uma piada de primeiro de abril, mas na verdade ele é um personagem muito bom e complexo que atualmente tá aparecendo muito no cenário competitivo. É um underdog que ainda tem muito a oferecer.

Além de personagens, esse jogo tem vários modos próprios, alguns de Smash e outros não. Ele tem ambos um modo de futebol e basquete, um Special Smash, seu próprio Classic Mode e All Star Mode, impressionantemente ele tem um Event Mode, e aí ele tem Target Smash, Home-Run Contest, Multi-Man Smash e Crystal Smash, algo novo dele. Esse é um jogo bem completinho. Ele também tem online, que embora tenha algumas boas configurações de input delay, ainda é um online terrível e acho que ele é bem instável no Brasil, porque eu e alguns amigos não conseguimos conectar consistentemente, dando problema 9 de 10 vezes.

Eu tentei escrever esse texto rápido pra trazer algo mais simples, mas acabei por ter muito pra falar de novo. Se esse texto te interessou, eu recomendo bastante esses dois jogos, e adoraria que eles fossem mais comentados, porque os desenvolvedores são incríveis e merecem todo o apoio que puderem dar. Esse é o meu textinho de primeiro de abril, bom fim de semana! Prometo fazer textos curtos de vez em quando, mas tá difícil.

YOU’RE GONNA CARRY THAT WEIGHT

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